
Que importa que o poeta finja, quando jamais digo o que sinto?...
Sincero choro, sincero canto dos tempos em que o tinha; agora esta vida não mais caminha, suspensa em confesso desencanto.
Consomem-me os pensamentos, estes infelizes desalentos que têm aspirado o meu tempo e cuspido-o enquanto pó.
Quero que a minha vida não me obrigue mais a permanecer só, a desistir quando apenas desejava sentir...
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