sábado, 1 de novembro de 2008

AINDA HÁ COR?


Ainda há cor?

O sentido da vida diluiu-se
Em profundos, talvez gotas de sentimentos
Difícil irá ser a jornada de volta
Porém possível, sim, claramente
Em outras oportunidades eu seria feliz, talvez,
O nosso sentido se baseia em luz, meta,
Mas como o meu?
Se a minha dádiva se ocultou?
As flores perderam a cor e seu aroma
Quem dera eu poder ver a luz só mais uma vez
Há em meu mais intimo ser,
A verdadeira guerra, profecia, guerreira
Bem e mal, mal e bem, já não sei dicernir
Quando a mancha de mim se apodera
Luz parece nunca chegar, inascecível, tranqüila,
Meu sentido esvaiu-se, sem rumo á meu mundo,
A vida é formada pelo mundo de cada um; entrelaçados.
Há diferença no meu? Talvez haja a fórmula
A da minha particular felicidade.
Não sinto mais nada, não sou eu o meu próprio eu
O conflito persiste, sem ajuda, esperança,
Meta: sentir o prazer de viver; viver!



--Renata Coura--